sábado, 11 de dezembro de 2010

O Rio pode ser de Janeiro mas a confusão é de Novembro e Dezembro!

Cenários de guerra urbana, tiroteios, confusão... é o campeonato brasileiro de tiro ao Álvaro (deve haver algum traficante chamado Álvaro) e a toda a sua turma.
Com o fim das principais competições futebolísticas o povo brasileiro necessitava de uma nova modalidade para torcer e a confusão carioca é a nova tendência esportiva do País. O esporte assemelha-se com a conhecida disputa de "queimada", ou "caçador" para os curitibanos, que se realizava nas quadras da escola. Deve-se matar o inimigo sem deixar que o acertem. A população inocente é "café-com-leite"e só acompanha o jogo acompanhada do imenso medo de ser atingida, o que não faria muita diferença no resultado final.
Nesta brincadeira grande de polícia e ladrão, mais de 40 toneladas de maconha já foram apreendidas nas operações nas favelas do RJ.
Sinceramente a dúvida principal é a de saber quem é que vai fumar tudo isso! Afinal não dá pra queimar assim, né?! prejuízo tremendo para o tráfico. E por falar em prejuízo, é importante questionar que o estruturado comércio dos traficantes está quebrando e cadê o Sebrae para apoiar essas micro-empresas?! A demanda só aumenta e a polícia levou embora o estoque.
Ainda na contabilidade dos resultados das operações, o cálculo é o seguinte: pessoas morrendo + Alemão + guerra + inocentes sofrendo = é, Hitler ia gostar disso!
Outro fator perceptível é que, sem dúvida, os trabalhos e a atuação das forças armadas estiveram entre os assuntos mais comentados no mundo do Twitter. Aliás, na própria rede, a Associação dos Pescadores já comemora o sucesso da tag #PazNoRio, segundo eles, referente a tranquilidade da profissão.
Ainda a respeito das imagens e situações apresentadas pelos meios de comunicação, a comparação com o filme Tropa de Elite é o principal comentário do povo, que segue torcendo para que o imaginário capitão Nascimento mande logo todo mundo para o saco. Enfim, essa história toda de ocupação da polícia e tiroteio já vai começar a perder a graça e a esperança geral é de que encontrem logo o baiano!
Obrigada pela visita e volte sempre!

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Na copa do mundo a esfera que gira não é o globo

Que beleza, chegamos novamente a uma copa do mundo!
Este evento único que, de quatro em quatro anos, modifica toda a sociedade dos mais diversos países do planeta, mas em especial o mais futebolístico deles, o Brasil.
É na terra do Cristo Redentor que o campeonato da Fifa consegue seus efeitos mais interessantes e impressionantes. Neste ano, a Africa se tornou o continente mais conhecido pelos brasileiros, a vuvuzela, que antes seria considerado um chingamento para quem ouvisse a palavra, agora é um dos objetos mais vendidos das lojas de 1,99, nas cores da bandeira, é claro. Na verdade, o objeto sempre existiu, simplesmente era conhecido como corneta, mas bastou que os sul-africanos aparecessem nas reportagens dançando e cornetando suas vuvuzelas para que a população já se tornasse íntima da "inovação".
Com o ínicio dos jogos oficiais e até mesmo antes, com os amistosos, todo o País inicia o cumprimento da tradição de paralisar tudo, fechar ruas, cancelar compromissos apenas para ver as partidas da seleção canarinho. Aliás para a maioria, a escolha do país de realização desta copa foi excelente, pois acontecendo na África do Sul, os jogos são transmitidos em horário comercial brasileiro, e forçam a folga para acompanhá-los. Muitos nem gostam de futebol, mas como bons brasileiros adoram um feriado forçado, e aproveitam para ir pra casa dormir enquanto o mundo para em volta das televisões. O mais incrível é que muitas guerras internas são declaradas se o patrão não liberar seus funcionários, como se fosse algo garantido por direito trabalhista. Inclusive, na maioria das vezes, o próprio patrão declara a folga de sua empresa, afinal, cervejinha e futebol em meio a bandeiras e muito verde amarelo é mesmo mais importante que qualquer negociação empresarial.
No decorrer dos jogos a esperança de uma nação vai aumentando com as vitórias nacionais e se, de repente, isso for abalado por uma desclassificação, é o suficiente para que ninguém mais queira ouvir falar de vuvuzela!
Na época da copa também não se ouve falar de tristezas, terremotos não acontecem, enchentes não afetam ninguém e até os terroristas deixam seus ataques para outra data, e mesmo que aconteçam não há lugar nos noticiários já recheados de notícias sobre os jogos, afinal, catástrofes e tragédias podem esperar, mas não a expectativa para saber quem será o campeão.
Enfim, no País do futebol e em todo o mundo acaba de começar a competição que faz o planeta parar, porque quem gira agora é a bola!
Obrigada pela visita e volte sempre.

sábado, 30 de janeiro de 2010

2010: 365 dias de acontecimentos em apenas um mês

Mal começamos o ano e já temos um histórico suficiente para fazer uma retrospectiva 2010. Só em janeiro já ocorreram grande parte dos acontecimentos que, normalmente, demoram todo o ano para se realizarem. A começar pelas marcantes enchentes e desabamentos que devastaram e continuam afetando todo o território nacional. Realmente alguém precisa fazer os índios pararem com a dança da chuva ou desligar a torneira da nuvem de São Pedro. Inclusive a tese de que a vida terrestre seria extinta por falta de água está perdendo credibilidade, afinal, tem água literalmente caindo do céu.
Com tanta chuva, em breve o Planeta Terra vai ter que mudar de nome e passar a ser Planeta Barro, pois o que não faltam são morros desabando.
Mas, como já discutimos sobre o dilúvio brasileiro em minha última postagem, outros assuntos de destaque merecem atenção neste mês de tantas confusões. Os terremotos no Haiti, por exemplo, foram temas quase que absolutos nos telejornais de 2010. A devastação foi tanta que até a tia que pesava os moleques desnutridos acabou como vítima deste triste episódio. A morte de Zilda Arns e de muitos brasileiros, assim como a grande destruição e tristeza dos haitianos comoveu toda a população brasileira que, sem ter como ajudar pessoalmente, rezou até para os santinhos de políticos que encontrou nas gavetas e contou suas últimas sagradas moedinhas para depositar na conta bancária que recebia as doações.
Os acontecimentos são tantos que até no setor policial o caderno de boletins de ocorrência das delegacias já estão ficando cheios demais para apenas um mês. Desde a morte da cabeleireira assassinada pelo marido até o falecimento da jornalista de Brasília após uma lipoaspiração, as funerárias lucraram nestas quatro semanas. Alguns clientes até chegaram a dizer que as empresas fúnebres estão “enfiando a faca”.
No setor da saúde, janeiro não foi muito feliz para algumas celebridades, a apresentadora Hebe, assim como Alline Moraes e outros artistas teve que passar algum tempo no hospital. Mas para ela isso não teve problema, certamente Hebe deve ter achado o local uma “gracinha”, como ela sempre afirma.
Em todos os setores, com acontecimentos bons ou ruins, janeiro trouxe muito assunto para comentários. Enfim, se 2010 for como seu primeiro mês, não é possível prever o que mais está por vir, apenas pode-se esperar um ano de fortes emoções.
Obrigada pela visita e volte sempre, se tudo der certo.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Janeiro e o dilúvio brasileiro

Realmente São Pedro resolveu sacanear a população nacional. Na tão esperada virada do ano não foram apenas as garrafas de champagne que estouraram, mas o limite de resistência de muitas cidades também se rompeu, levando com a água das chuvas muito mais que um monte de terra. Sem dúvida, os primeiros dias de 2010 fizeram honra ao número final do ano: DEZbarrancou tudo nos morros ou fora deles.
Nas manchetes do dia 1° os desastres dividiram as atenções em meio a lotação das estradas e os resultados dos eventos badalados da virada do ano. Em Angra dos Reis foi bem mais fácil pular as sete ondinhas tradicionais da simpatia, pena que dessa vez elas trouxeram muita lama e pedras grandes.
Em São Luis do Paraitinga o estrago destruiu a história centenária dos prédios tombados como patrimônios e nem a igreja matriz da cidade escapou, realmente como diz o tradicional ditado popular, "santo de casa não faz milagre" ainda mais com uma enchente daquela.
O dilúvio brasileiro afetou vários Estados do País, aliás, dessa vez foi tão forte que nem o Noé apareceu para salvar alguns bichos. Com certeza ele também ficou com medo da lama, afinal, sua arca ia precisar de um bom motor para desatolar.
Mas se houve muita destruição, mortes, caos, etc. também há vantagens: agora todo mundo tem piscina em casa, mesmo quem nem tem mais casa. E falando em piscina, os acidentes foram tão relevantes que, provavelmente, Cesar Cielo deve ter passado por lá para ajudar a resgatar algumas vítimas e inaugurar uma nova modalidade: natação 100m com barreiras (barreiras = derivado de barro).
Piadas a parte, a situação das cidades atingidas é preocupante e todos esperam que os atingidos consigam se reestruturar. As doações e o trabalho dos voluntários na reconstrução dos municipios e resgate de vitimas são de fundamental importância nessa hora. Afinal, brasileiro é solidário até de baixo d'água.
Obrigada pela visita e volte sempre