sábado, 10 de novembro de 2012

Traumas cotidianamente humanos


Algo pode ser pior e mais alarmante do que o um centavo que nos roubam no troco do pão.
O risco da vergonha visual acontece em um momento ímpar da vida: o trocar de roupas!

Confesso que na hora de vestir algumas camisetas ou calças ou qualquer coisa para manter este corpo confuso de acordo com os padrões, levanto o orgulho da beleza pós-trajado e me decepciono com a avessez da calça. 
Quem nunca mergulhou os pés no jeans e só depois percebeu que sobrava tecido demais na parte da frente, limitando as sobras das curvas traseiras que faça-se de desentendido. 
Não entendo como ninguém nunca concluiu oficialmente que, viajar em minhas indagações banheirísticas sobre a vida e as decisões inadiáveis deste momento são importantes demais para serem substituídas pela identificação dos lados de uma calça!
Na verdade deveria ser lei uma sinalização específica para este tipo de peça. Uma disciplina escolar, uma formação acadêmica para não se confundir ao cobrir o corpo.
O ser humano inventou a regra de vestir-se e nem ao menos pensou em formar as pessoas para isso sem confusão. 

Enfim, aguardo o dia em que poderemos cantarolar já do lado de fora do box sem interromper a nós mesmos dizendo “opa, tá ao contrário..”!

(PARIS, Letícia. 2012)

Nenhum comentário: